sexta-feira, 20 de abril de 2012

Meu dedo

Poesia não é muito comigo não...


Meu dedo

Do meu doutor
Foi constatado
Que eu havia o mal
Do dedo errado

Dedo ruim
De um escritor
Desvirtuado

Dedo sujo
De um vício
Em mim Inato

Ora pois,
eu disse

A semântica distorcida
Não se passa de uma ferida

Tenha vida,
pedra e brita
Pois tudo se cura
Tomando birita


(Frederico M. Alt)

Moça do Supermercado

Esse é um poema dedicado há uma moça que eu encontrei no supermercado, num dia de muita inspiração...
Uma cantiga moderna...


Moça do Supermercado


Ó moça do supermercado
O vestido prástico prateado
Tu vestes bem

Não foi por acaso que
Entre Túlios e entulhos
Eu te encontrei

Sentada ali bonequinha
Seu doirado era tanto
Que queimava a retina

Ó sucata de minha cantiga
Não sou merecedor
De tal marmita

Mas antes de partir, Rainha
Quero dizer que te amo
Deusa da brilhantina

(Frederico M. Alt)